quinta-feira, 14 de março de 2024

Escolhas? Quando deve tomar a decisão?



É comum encontrarmos pessoas hesitantes diante de decisões cruciais em suas trajetórias, aguardando um alinhamento perfeito das circunstâncias – aquele instante mágico onde tudo parece propício e os frutos a serem colhidos parecem os mais doces. Contudo, a busca por este momento ideal pode ser eterna, já que a vida, em sua essência, é repleta de incertezas, desafios e contratempos. A espera por condições perfeitas é uma ilusão que nos mantém em um estado de inércia, privando-nos da realização de nossos sonhos e aspirações.


Diante desse contexto, somos confrontados com duas vias distintas: postergar nossas ações na esperança de que um dia tudo se encaixe magicamente, ou dar o passo corajoso adiante, enfrentando as ondas adversas com determinação e coragem, reconhecendo que o cenário perfeito é um mito. A diferença entre os que alcançam seus objetivos e os que permanecem à margem não reside nas circunstâncias que enfrentam, mas na postura ativa, na perseverança e na audácia para agir apesar dos obstáculos.

Recusar-se a viver uma existência de conformidade, sem lutar pelos próprios ideais e desejos, é um convite à mediocridade. É fundamental assumir o controle de seu destino, perseguindo suas metas com a convicção de que são possíveis. Cultivar a autoestima e a crença em suas capacidades é o ponto de partida para transformar sonhos em realidade.

Abraçar as voltas e reviravoltas da vida, aceitando as mudanças de rota como oportunidades para crescimento, e manter a fé em sua habilidade de navegar mesmo nas águas mais turbulentas é essencial. Lembre-se de que é no caos e na imperfeição que as mais belas histórias são escritas e os tesouros mais valiosos são encontrados.

Psicólogo e Psicanalista Alessander Capalbo


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domingo, 10 de março de 2024

Curso de Extensão em Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde





Este curso de extensão, oferecido pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), constitui uma valiosa oportunidade de aprimoramento para profissionais que se dedicam ao cuidado da saúde. Sua importância reside não apenas na capacitação técnica para promover a segurança e a qualidade nos serviços de saúde, mas também na habilidade de proporcionar uma abordagem psicológica empática e segura aos pacientes. Esta abordagem é crucial tanto para aqueles que estão iniciando um processo terapêutico quanto para os que já se encontram em meio a um. O curso promove uma formação contínua, essencial para o desenvolvimento de competências específicas na escolha e aplicação de métodos terapêuticos adequados.

Minha experiência com o curso foi extremamente positiva. A riqueza do conteúdo programático e a profundidade das discussões propiciadas confirmam a relevância deste programa de extensão para profissionais que buscam excelência no cuidado ao paciente, alinhando práticas de segurança com intervenções psicológicas de qualidade.


Psicólogo e Psicanalista Alessander Capalbo


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Mais uma formação Breve



A constante atualização profissional constitui um pilar fundamental para aqueles que aspiram a prestar um atendimento de excelência aos seus pacientes. Neste contexto, participei de um curso ofertado pela Fundação Getúlio Vargas intitulado "Saúde Física e Mental na Internet", o qual reforçou minha compreensão sobre a importância de integrar as novas tecnologias ao cuidado em saúde. Durante os estudos, a percepção do tempo se altera significativamente; as horas avançam rapidamente, muitas vezes adentrando a madrugada, reflexo do engajamento e do interesse pelo aprendizado. Tal esforço é recompensador, visto que a capacidade de acolher e dedicar-se profissionalmente aos que me procuram é ampliada, gerando um diferencial tangível no processo terapêutico. Esse comprometimento não só facilita a construção de um vínculo de confiança com os pacientes, como também pavimenta o caminho para o início de uma jornada rumo à obtenção de uma saúde mental de qualidade.


Psicólogo e Psicanalista Alessander Capalbo


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sexta-feira, 1 de março de 2024

Saúde Mental no Trabalho - Um desafio de todos



A noção nos dias atuais de saúde mental, conforme delineada pela ONS, propõe uma visão holística que vai além da simples ausência de transtornos mentais. Esta concepção se fundamenta no estado de completo bem-estar, no qual o indivíduo possui a habilidade para gerir suas capacidades cognitivas e emocionais, enfrentar as adversidades cotidianas, atuar de maneira produtiva e oferecer contribuições significativas à sua comunidade (Organização Mundial da Saúde, 2001). Tal perspectiva enfatiza a importância da resiliência e da capacidade de construir relações interpessoais enriquecedoras e encontrar propósito e significado na existência.
No cenário
ocupacional, a saúde mental dos empregados adquire uma relevância ainda mais acentuada, dada a influência substantiva do ambiente de trabalho no bem-estar psicológico dos colaboradores. De acordo com relatórios recentes da OMS (2019), a competitividade exacerbada nos ambientes de trabalho é apontada como uma fonte primária de estresse ocupacional, o qual não só afeta negativamente a saúde mental dos empregados, mas também impacta a eficiência produtiva e a harmonia no ambiente organizacional. Estima-se que cerca de 20% da força de trabalho global esteja lidando com algum tipo de problema de saúde mental, resultando em implicações diretas como o aumento do absenteísmo, a redução da produtividade e a deterioração do clima organizacional (Organização Mundial da Saúde, 2019).
Elementos como a organização do trabalho, a presença de lideranças autoritárias, falhas na comunicação entre os membros da equipe, a intensificação do ritmo de trabalho e a pressão por resultados superlativos emergem como fatores que exacerbam o risco de problemas de saúde mental entre os trabalhadores. Além disso, a prática do assédio moral, definida pela exposição do empregado a situações de degradação e humilhação constantes e prolongadas, perpetradas por superiores ou colegas, constitui um risco grave ao equilíbrio psicológico, podendo desencadear distúrbios psíquicos graves.
Diante desta realidade, é essencial que as empresas promovam a educação em saúde mental, capacitando seus funcionários a reconhecer sinais indicativos de distúrbios psicológicos como a depressão, caracterizada por um estado persistente de melancolia, desesperança, desinteresse por atividades anteriormente prazerosas, alterações no apetite e nos padrões de sono. A criação de um ambiente laboral que encoraja a expressão aberta sobre questões emocionais, a procura por suporte psicológico e a adoção de hábitos de autocuidado e flexibilidade diante das mudanças, é crucial para o estabelecimento de uma cultura organizacional que priorize a saúde mental (American Psychological Association, 2020).
Assim, a gestão da saúde mental no ambiente de trabalho requer uma estratégia integrada que inclua a prevenção, a detecção precoce de problemas psicológicos e a implementação de políticas de intervenção e apoio, fundamentadas em pesquisas científicas e práticas recomendadas por organizações líderes no campo da psicologia organizacional e saúde ocupacional. A implementação de políticas de saúde mental conscientes e inclusivas não somente favorece os trabalhadores individualmente, mas também promove a sustentabilidade e o êxito organizacional a longo prazo.


Psicólogo e Psicanalista Alessander Capalbo


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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Como os erros que cometemos ao longo da nossa vida, podem ser uma ferramenta muito importante nas sessões de Terapia Psicanalítica.

 


A vivência do erro, permeada por sensações de remorso e culpa, desempenha um papel crucial no contínuo processo de aprendizagem e evolução humana. Reconhecer o erro não como um motivo para punição, mas como um catalisador para o ensino e o desenvolvimento, emerge como um pilar na edificação do conhecimento e no progresso tanto pessoal quanto profissional. Tal reconhecimento nos impulsiona a ponderar sobre o caráter e a função do erro, da ilusão e da falsidade dentro do espectro da experiência humana, aspectos estes que manifestam distintas formas de refutação da verdade, tema este analisado por uma gama de pensadores ao longo da história.

O erro, nesse contexto, frequentemente emerge como consequência de tentativas e da falta de experiência, marcado por uma ausência de direcionamento preciso no tocante ao saber. Tal fenômeno reflete a nossa propensão inata ao equívoco, diferenciando-se da ilusão e da mentira. A ilusão, de sua parte, constitui uma distorção cognitiva, uma inverdade na representação da realidade, ao passo que a mentira se caracteriza pela intenção deliberada de enganar, de alterar de forma intencional a percepção alheia.

Ao contrário da mentira, o erro não é intrinsecamente mal-intencionado; representa, antes, um indicativo de que ainda há vastos campos do saber a serem explorados. Nesse sentido, o erro assume um papel fundamental no processo de descoberta e inovação, particularmente evidente na metodologia de tentativa e erro, prática recorrente em ambientes de pesquisa. Esta metodologia sublinha a relevância de experimentações sucessivas, nas quais os insucessos são valorizados na mesma medida que os acertos, visto que ambos contribuem significativamente para o enriquecimento do conhecimento e o aprimoramento de teorias e métodos.

O potencial transformador inerente ao erro é notável; ele não apenas facilita a correção, mas também incentiva uma transformação profunda nos indivíduos que o admitem e se dedicam a sua superação. Essa correção é percebida como um processo terapêutico, capaz de induzir uma mudança significativa no ser, não meramente através do arrependimento ou da culpa, mas pelo ato de remediar os danos provocados.

Assim, a reinterpretação do erro se revela como uma etapa essencial no crescimento pessoal e profissional. Enxergar as falhas não como barreiras insuperáveis, mas como oportunidades para o desenvolvimento, demanda uma alteração paradigmática que valoriza o pensamento crítico e o aprendizado contínuo. Adicionalmente, os erros alheios nos fornecem ensinamentos preciosos, provendo-nos de perspectivas sobre como prevenir falhas semelhantes e fomentando um clima de alerta e motivação constante.

As emoções negativas vinculadas ao erro, embora desconfortáveis, podem ser direcionadas de maneira construtiva. O ato de reconhecer os próprios erros e solicitar desculpas simboliza uma expressão de honestidade e modéstia, preparando o terreno para transformações e aprimoramentos. Esta ação, fundamental para a valorização da verdade e a construção de relações genuínas, é essencial tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.

Na nossa cultura ocidental, a hesitação em reconhecer erros e pedir desculpas reflete desafios mais amplos, atrelados à aceitação da vulnerabilidade e ao temor de perder oportunidades de redenção. Contudo, é justamente por meio da aceitação de nossa falibilidade que nos aproximamos da essência verdadeira da humanidade. O "errar é humano" essa noção, reforçando a ideia de que o erro é uma realidade inseparável à condição humana e, como tal, não deve ser temido, e sim acolhido como um componente vital do processo educativo e de crescimento.

Dessa forma, reconhecer o erro, à ilusão e à falsidade demanda que a pessoa reconheça suas particularidades e consequências. Ao proceder dessa maneira, é possível cultivar uma realidade  de aprender  e inovar com o erro, integridade e capacidade de transformação. Portanto, reinterpretar o erro como uma chance para o desenvolvimento representa um passo decisivo na promoção do bem-estar pessoal e sucesso profissional, contribuindo para a construção de uma sociedade mais empática e resiliente.

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Psicólogo e Psicanalista Alessander Capalbo


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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Aprender é Evoluir...

 



Busco constantemente aprimorar-me para oferecer o melhor atendimento aos meus pacientes, tanto presentes quanto futuros. O estudo e a busca por aprofundamento proporcionam-me uma compreensão mais profunda da vida daqueles que confiam em mim. Sinto grande prazer em aprender, e minha trajetória demonstra meu compromisso contínuo com o desenvolvimento pessoal. Cada etapa concluída representa um avanço em direção à plenitude como ser humano.

Parceria com a Universidade Federal do Paraná. Excelente material, e a parte metodológica.


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sábado, 10 de fevereiro de 2024

Meu Novo Livro: "Os desafios do Luto: Navegando pelas ondas da perda"



Apresentamos "Os Desafios do Luto: Navegando pelas Ondas da Perda", um convite à reflexão profunda para todos aqueles que enfrentaram a dor de perder pessoas queridas ou o término de relações significativas. Esta obra, rica em empatia e entendimento, não se propõe a ser um manual, mas sim uma luz no caminho daqueles que buscam maneiras de viver plenamente apesar das ausências que marcam suas histórias.

Explorando a complexidade do luto com sensibilidade, reconhecemos que cada pessoa vive este processo de forma única e desafiadora. "Os Desafios do Luto" traz perspectivas e insights valiosos para aqueles que procuram reconstruir o cotidiano com significado e encontrar momentos de alegria, mesmo nos vazios deixados pela perda.

Convidamo-lo a se permitir nesta jornada de autoconhecimento e transformação, encontrando caminhos para uma existência renovada, repleta de esperança. Esta obra é um tributo à capacidade humana de ressignificar a vida e redescobrir sua beleza, inclusive nos momentos de profunda saudade.

Dedico este livro à memória de meus pais, cuja ausência me ensinou sobre a profundidade do luto e a força necessária para seguir adiante. Assim como eu, muitos de nós enfrentamos o desafio de continuar nossa jornada sem aqueles que foram essenciais em nossa formação emocional e afetiva. Adquira sua cópia e junte-se a nós nesta caminhada de cura e descoberta.


Site: https://clubedeautores.com.br/livro/os-desafios-do-luto-navegando-pelas-ondas-da-perda

“Quem está mais tempo na tela: os filhos ou os pais?” (baseado na pesquisa da revista JAMA Pediatrics)

Uma pesquisa recente realizada na Noruega e publicada na JAMA Pediatrics chama a atenção para um ponto que muitas vezes passa despercebido: ...