sexta-feira, 1 de março de 2024

Saúde Mental no Trabalho - Um desafio de todos



A noção nos dias atuais de saúde mental, conforme delineada pela ONS, propõe uma visão holística que vai além da simples ausência de transtornos mentais. Esta concepção se fundamenta no estado de completo bem-estar, no qual o indivíduo possui a habilidade para gerir suas capacidades cognitivas e emocionais, enfrentar as adversidades cotidianas, atuar de maneira produtiva e oferecer contribuições significativas à sua comunidade (Organização Mundial da Saúde, 2001). Tal perspectiva enfatiza a importância da resiliência e da capacidade de construir relações interpessoais enriquecedoras e encontrar propósito e significado na existência.
No cenário
ocupacional, a saúde mental dos empregados adquire uma relevância ainda mais acentuada, dada a influência substantiva do ambiente de trabalho no bem-estar psicológico dos colaboradores. De acordo com relatórios recentes da OMS (2019), a competitividade exacerbada nos ambientes de trabalho é apontada como uma fonte primária de estresse ocupacional, o qual não só afeta negativamente a saúde mental dos empregados, mas também impacta a eficiência produtiva e a harmonia no ambiente organizacional. Estima-se que cerca de 20% da força de trabalho global esteja lidando com algum tipo de problema de saúde mental, resultando em implicações diretas como o aumento do absenteísmo, a redução da produtividade e a deterioração do clima organizacional (Organização Mundial da Saúde, 2019).
Elementos como a organização do trabalho, a presença de lideranças autoritárias, falhas na comunicação entre os membros da equipe, a intensificação do ritmo de trabalho e a pressão por resultados superlativos emergem como fatores que exacerbam o risco de problemas de saúde mental entre os trabalhadores. Além disso, a prática do assédio moral, definida pela exposição do empregado a situações de degradação e humilhação constantes e prolongadas, perpetradas por superiores ou colegas, constitui um risco grave ao equilíbrio psicológico, podendo desencadear distúrbios psíquicos graves.
Diante desta realidade, é essencial que as empresas promovam a educação em saúde mental, capacitando seus funcionários a reconhecer sinais indicativos de distúrbios psicológicos como a depressão, caracterizada por um estado persistente de melancolia, desesperança, desinteresse por atividades anteriormente prazerosas, alterações no apetite e nos padrões de sono. A criação de um ambiente laboral que encoraja a expressão aberta sobre questões emocionais, a procura por suporte psicológico e a adoção de hábitos de autocuidado e flexibilidade diante das mudanças, é crucial para o estabelecimento de uma cultura organizacional que priorize a saúde mental (American Psychological Association, 2020).
Assim, a gestão da saúde mental no ambiente de trabalho requer uma estratégia integrada que inclua a prevenção, a detecção precoce de problemas psicológicos e a implementação de políticas de intervenção e apoio, fundamentadas em pesquisas científicas e práticas recomendadas por organizações líderes no campo da psicologia organizacional e saúde ocupacional. A implementação de políticas de saúde mental conscientes e inclusivas não somente favorece os trabalhadores individualmente, mas também promove a sustentabilidade e o êxito organizacional a longo prazo.


Psicólogo e Psicanalista Alessander Capalbo


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