quarta-feira, 19 de agosto de 2026

“Quem está mais tempo na tela: os filhos ou os pais?” (baseado na pesquisa da revista JAMA Pediatrics)



Uma pesquisa recente realizada na Noruega e publicada na JAMA Pediatrics chama a atenção para um ponto que muitas vezes passa despercebido: não é somente o tempo que os filhos passam diante das telas que merece preocupação. O tempo que os próprios pais passam no celular também está relacionado ao desenvolvimento da linguagem das crianças.

O estudo acompanhou crianças entre 5 e 7 anos e encontrou associação entre maior uso de smartphone pelos cuidadores e menor crescimento do vocabulário infantil.

Isso nos convida a pensar sobre algo muito simples: para aprender a falar, a criança precisa encontrar alguém disposto a conversar. Precisa perguntar, contar uma história, mostrar alguma coisa e perceber que existe um adulto olhando, escutando e respondendo.

Quando o celular ocupa constantemente esse espaço, podem existir menos oportunidades de diálogo, brincadeira e troca afetiva.

A pesquisa não afirma que o celular, sozinho, causa dificuldades de linguagem. Mas apresenta um alerta importante: talvez seja necessário perguntar não apenas quanto tempo nossos filhos permanecem nas telas, mas quanto tempo nós permanecemos nelas quando estamos com nossos filhos.

Presença também é olhar, escutar e conversar.


Referência: Yang J, Furnes B, Morken F, et al. Screen Use and Children’s Language Development From Ages 5 to 7 Years. JAMA Pediatrics. Publicado online em 17 de agosto de 2026. DOI: 10.1001/jamapediatrics.2026.3490


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“Quem está mais tempo na tela: os filhos ou os pais?” (baseado na pesquisa da revista JAMA Pediatrics)

Uma pesquisa recente realizada na Noruega e publicada na JAMA Pediatrics chama a atenção para um ponto que muitas vezes passa despercebido: ...