Muitas vezes pensamos que dormir bem significa apenas passar algumas horas na cama. Mas a ciência vem mostrando que o sono é muito mais complexo.
Um estudo publicado na PLOS Medicine, com mais de 95 mil participantes do UK Biobank, acompanhados por quase nove anos, encontrou associações importantes entre diferentes características do sono e a saúde.
Maior quantidade de sono REM esteve associada a menor risco de 83 condições, entre elas insuficiência cardíaca, demências e parkinsonismo. Já maior quantidade de sono profundo apresentou associação com menor risco de sete condições, incluindo diabetes tipo 2 e depressão maior.
Outro dado chama atenção: irregularidade no sono e permanecer acordado por mais tempo depois de adormecer também apareceram associados a problemas de saúde. O estudo ainda observou que, para muitas das condições analisadas, a faixa de menor risco ficou concentrada entre seis e oito horas de sono.
Isso não significa que exista uma fórmula igual para todo mundo. Significa que qualidade, regularidade e duração do sono merecem atenção.
Quando o sono muda por muito tempo, o corpo e a mente podem estar comunicando alguma coisa.
Se você não consegue dormir bem, acorda constantemente ou percebe prejuízos durante o dia, procure avaliação profissional.
Dormir não é simplesmente desligar. É uma parte importante do cuidado com a saúde.
Fonte científica: Luo J. et al. Accelerometer-derived real-world sleep stages and risk of incident diseases: A UK Biobank cohort study and phenome-wide association analysis. PLOS Medicine, 17 set. 2026.

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