domingo, 24 de maio de 2026

Quando descansar também é cuidar da vocação




Você já percebeu como muitos religiosos, religiosas e sacerdotes sentem culpa quando precisam parar?

Em muitos casos, o descanso é visto como fraqueza, falta de entrega ou perda de tempo. Mas ninguém consegue cuidar bem dos outros quando está por dentro cansado, vazio e sobrecarregado.

A vida religiosa e sacerdotal exige muito: escutar dores, orientar pessoas, acolher sofrimentos, cumprir responsabilidades, responder às demandas da comunidade e, muitas vezes, silenciar as próprias necessidades. Com o tempo, essa entrega sem pausa pode gerar esgotamento emocional, irritação, tristeza, ansiedade, perda de sentido e até adoecimento psíquico.

Descansar não é fugir da missão. É reconhecer que todo ser humano tem limites. Até Jesus se retirava para rezar, silenciar e recuperar as forças.

Cuidar da saúde mental também é um gesto de responsabilidade espiritual. Uma vocação saudável não nasce do excesso, mas do equilíbrio entre servir, rezar, descansar e cuidar de si.

Quando o cansaço já não passa, quando a tristeza pesa ou quando a missão começa a perder o sentido, procurar ajuda profissional pode ser um passo necessário.

Quem cuida também precisa ser cuidado.

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Dr. Alessander Carregari Capalbo
Psicólogo | Doutor em Psicologia Psicanalítica


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